domingo, 11 de maio de 2008

Declaração Universal dos Direitos da Água


Como mera curiosidade e resultante de um comentário feito ao nosso blogue, descobrimos esta Declaração Universal dos Direitos da Água.

A presente Declaração Universal dos Direitos da Água foi proclamada tendo como intuito abranger todos os indivíduos povos e nações, para que todos os seres humanos, tendo esta Declaração constantemente no espírito, se esforcem, através da educação e do ensino, em desenvolver o respeito pelos direitos e obrigações anunciados e assumam, com medidas progressivas de ordem nacional e internacional, o seu reconhecimento e a sua aplicação efectiva.


1. A água faz parte do património do Planeta. Cada continente, povo, nação, região, cidade é plenamente responsável aos olhos de todos;

2. A água é a fonte de vida do nosso Planeta. Ela é condição essencial de vida de o todo ser animal. Sem ela não poderíamos conceber como são a atmosfera, o clima, a vegetação, a cultura ou a agricultura;

3. Os recursos naturais de transformação da água em água potável são lentos, frágeis e muito limitados. Assim sendo, a água deve ser manipulada com racionalidade e precaução;

4. O equilíbrio e o futuro do nosso planeta dependem da preservação da água e dos seus ciclos. Estes devem permanecer intactos e funcionando normalmente para garantir a continuidade da vida sobre a Terra. Este equilíbrio depende em particular, da preservação dos mares e oceanos, por onde os ciclos começam;

5. A água não é somente herança das gerações antigas. Ela é, sobretudo, um empréstimo às gerações vindouras. Sua protecção constitui uma necessidade vital, assim como a obrigação moral do homem para com as gerações presentes e futuras;

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6. A água não é uma doação gratuita da natureza, ela tem um valor económico: precisa-se saber que ela é, algumas vezes, rara e dispendiosa e que pode escassear em qualquer região do mundo;

7. A água não deve ser desperdiçada, poluída ou contaminada. De maneira geral, a sua utilização deve ser feita com consciência e discernimento para que não se esgote ou deteriore a qualidade das reservas actualmente disponíveis;

8. A utilização da água implica em respeito e cumprimento da lei. A sua protecção constitui uma obrigação jurídica para todo homem ou sociedade que a utiliza. Esta questão não deve ser ignorada nem pelo homem nem pelo Estado;

9. A gestão da água impõe um equilíbrio entre os imperativos de sua protecção e as necessidades de ordem económica, sanitária e social;

10. O planeamento da gestão da água deve levar em conta a solidariedade e o consenso em razão de sua distribuição desigual sobre a Terra.

Depois de lida esta declaração, talvez esteja mais do que na altura de pôr em prática os pontos enunciados anteriormente, para contribuirmos para o Planeta melhor hoje, amanhã e para sempre.
Nuno Alves

terça-feira, 29 de abril de 2008

Obras no furo da Parreira

Desde Novembro de 2007 que a situação do arsénio no furo da Parreira, que abastece a população, se encontra por resolver, prevendo-se agora o início das obras para o próximo mês de Maio.

Luís Chora

terça-feira, 22 de abril de 2008



O ciclo da água em diferentes zonas climáticas do mundo, demonstrado com exemplos da Alemanha (esquerda) e da Namíbia (direita). Tendo em conta o seu volume ou massa (km3, m3), pelo que os seus valores são de difícil comparação.


Fig.1:ciclo da água


Neste pequeno esquema podemos fazer uma pequena comparação entre duas realidades completamente distintas, países mais secos, com maior dificuldade na obtenção de recursos hídricos (Namíbia), e por outro lado países mais ricos em recursos hídricos (Alemanha).
Ao observarmos as duas figuras deparamo-nos imediatamente com a diferença na cor da vegetação, ou seja, como já era de esperar e seguindo a lógica da natureza os países mais pobres em recursos hídricos irão ter uma vegetação mais seca e uma menor biodiversidade, afectando também a diversidade da agricultura.
Podemos também observar que a Alemanha possui recursos hídricos à superfície de maiores dimensões, o que facilita o acesso à água por parte do Homem e também ajuda no alargamento da diversidade da fauna e da flora, diminuindo os riscos de seca da região. A biodiversidade desempenha também um papel fundamental na quantidade de água existente á superfície mas também nos lençóis de água, pois será a biodiversidade a origem da evapotranspiração, que juntamente com a evaporação dá origem às nuvens que mais tarde irão precipitar e enriquecer os lençóis freáticos e a superfície de recursos hídricos efectuando a recarga dos mesmos.
Quanto à infiltração da água, a flora desempenha um papel fundamental, pois as suas raízes criam obstáculos à passagem da água à superfície o que facilita a sua infiltração e novamente o consequente enriquecimento dos lençóis freáticos, esta infiltração diminuirá a percentagem da escorrência superficial.
A última observação que podemos realizar é que a espessura do solo até atingir os lençóis freáticos é maior nas zonas mais secas, pois a Alemanha dispõe de lençóis freáticos mais próximos da superfície o que também facilita a extracção de água.

Luís Chora

terça-feira, 15 de abril de 2008

Análises de Água - Condutividade

A condutividade é uma medida da capacidade de conduzir a corrente eléctrica. A unidade da condutividade é µs/cm. Existem vários factores que influenciam a condutividade de uma água, entre os quais se destacam:

  1. O tipo de iões presentes na água e a concentração dos mesmos;
  2. A força iónica da água – medida existente no campo eléctrico devido aos iões presentes na água;
  3. Temperatura.

O factor temperatura interfere na mobilidade dos iões afectando, assim, a condutividade das soluções. A medição da condutividade serve para:

  1. Verificar a pureza de uma água destilada ou desionizada;
  2. Verificar variações nas concentrações das águas minerais;
  3. Calcular o teor em substâncias iónicas dissolvidas.



Normalmente quando se refere um valor de condutividade da água é à temperatura de 25 Cº, caso a temperatura de medição seja diferente é necessário efectuar a correcção do valor obtido, utilizando a seguinte expressão de cálculo:
C25ºC = CT x f
em que:
C25º C = condutividade a 25º C
CT = Condutividade à temperatura T
f = factor de correcção determinado a partir de tabelas existentes para o efeito.

A condutividade de uma água é determinada em águas destinadas para consumo humano. Nas águas residuais, a presença de matéria orgânica não provoca o aumento da condutividade. Para proceder à determinação da condutividade de uma água é necessária uma célula condutimétrica ligada a uma ponte de Wheatstone.
Quanto mais quente é uma água mais liberdade de movimento têm os iões, que são os condutores da corrente eléctrica. Por isso é de esperar que quanto mais elevada for a temperatura mais elevada será a condutividade da água.

Ana Martins e Nuno Alves

terça-feira, 1 de abril de 2008

Tratamento de Águas Subterrâneas

O tratamento da água para consumo humano é essencial para garantir a sua potabilidade, isto é, promover a protecção da população de modo a que água seja agradável ao paladar e à vista da população.
Na Natureza a água está em constante
ciclo, denominado de ciclo hidrológico da água.
A água para consumo humano pode ter duas origens: superficial ou subterrânea. A água superficial é captada em rios, ribeiras, albufeiras e barragens. No que respeita à água subterrânea, esta tem origem em nascentes, lençóis freáticos, furos e poços. Independentemente da sua origem, toda água destinada a consumo passa pela ETA (Estação de Tratamento de Águas).
A água de origem subterrânea, normalmente, tem um grau de poluição menor, recebe menos tratamentos na ETA. De um modo geral, a água subterrânea não contem oxigénio dissolvido. No entanto, existe a presença de dióxido de carbono (CO2), ferro (Fe2+), manganês (Mn), amónia (NH3) e em algumas zonas de agricultura a presença de nitratos (NO3) e alguns pesticidas.
De acordo com a constituição da água, esta sofre o tratamento adequado. Assim:
• Arejamento – Serve para oxigenar a água, de modo a retirar o dióxido de carbono;
• Filtração – Utilizados
filtros de areia, de modo a eliminar o ferro, manganês e possível amónia;
• Desinfecção – Geralmente é feita através de uma solução de hipoclorito de sódio (NaOCl). Este processo de tratamento indispensável, uma vez que esse processo destrói os microrganismos patogénicos (transmissores de doenças), da água. Mesmo que a água não esteja contaminada é sempre necessário este tratamento, uma vez que pode existir a possível contaminação através dos sistemas de adução e de distribuição.
• No caso de existirem nitratos e pesticidas na água, este são removidos através de tratamentos específicos.

Ana Martins e Nuno Alves