
Fig.1:ciclo da água
Neste pequeno esquema podemos fazer uma pequena comparação entre duas realidades completamente distintas, países mais secos, com maior dificuldade na obtenção de recursos hídricos (Namíbia), e por outro lado países mais ricos em recursos hídricos (Alemanha).
Ao observarmos as duas figuras deparamo-nos imediatamente com a diferença na cor da vegetação, ou seja, como já era de esperar e seguindo a lógica da natureza os países mais pobres em recursos hídricos irão ter uma vegetação mais seca e uma menor biodiversidade, afectando também a diversidade da agricultura.
Podemos também observar que a Alemanha possui recursos hídricos à superfície de maiores dimensões, o que facilita o acesso à água por parte do Homem e também ajuda no alargamento da diversidade da fauna e da flora, diminuindo os riscos de seca da região. A biodiversidade desempenha também um papel fundamental na quantidade de água existente á superfície mas também nos lençóis de água, pois será a biodiversidade a origem da evapotranspiração, que juntamente com a evaporação dá origem às nuvens que mais tarde irão precipitar e enriquecer os lençóis freáticos e a superfície de recursos hídricos efectuando a recarga dos mesmos.
Quanto à infiltração da água, a flora desempenha um papel fundamental, pois as suas raízes criam obstáculos à passagem da água à superfície o que facilita a sua infiltração e novamente o consequente enriquecimento dos lençóis freáticos, esta infiltração diminuirá a percentagem da escorrência superficial.
A última observação que podemos realizar é que a espessura do solo até atingir os lençóis freáticos é maior nas zonas mais secas, pois a Alemanha dispõe de lençóis freáticos mais próximos da superfície o que também facilita a extracção de água.
Luís Chora


